Mini-Reforma da Previdência

A Arko Advice fez uma pesquisa com 102 deputados sobre a Reforma da Previdência.

Ela mostra que o Congresso Nacional topa votar alguns paliativos, mas não quer uma Reforma da Previdência de verdade:

• Deputados concordam com a existência de um regime para os trabalhadores do setor privado e outro para o funcionalismo público

• Dos 102 deputados entrevistados, 92 concordam com idade mínima para aposentadoria

• Deputados não concordam em desvincular o salário mínimo dos benefícios da previdência

• Outra divisão diz respeito ao alcance da reforma: deve atingir quem já está no sistema, com regra de transição (52), ou apenas quem entrar depois da promulgação da emenda (48)

• A maioria concorda com o fim da distinção de idade para aposentadoria entre homens e mulheres

• Os entrevistados estão divididos quanto ao timing de aprovação da Reforma

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Comentários (29)

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Sueli

Correto quanto a idade mínima, ao fim da distinção da idade e a regra de transição. Mas porque regime diferenciado ente o setor público e o privado?


Gaudério

Não é à toa que V. Excrecências concordam com regime diferenciado entre o setor público e privado. Já dá pra ver quem vai pagar a conta, né mesmo?


Madoka Matsumoto

Como seria bom e justo, se seguisse esta metodologia para se aposentar:
- Cada trabalhador que contribuir deixa a cargo do banco ir calculando os rendimentos no estilo Poupança e uma vez por ano fornecesse o extrato de rendimento completo de aplicações, Previdência, saldo bancário e Fundo de Garantia, todos atualizados para que o contribuinte fosse declarando no Imposto de Renda, sempre somando ao anterior.
E essas contas deviam ter link com INSS, Caixa Econômica e Cartório de Registro de Óbitos, que simultaneamente vão se atualizando. O titular ao se aposentar já sabe de quanto será.


bete gomes

O grosso da reforma tem que acontecer do lado deles. A gastança maior é lá! O lado de cá é e sempre foi o mais penalizado. O REGIME TEM QUE SER IGUAL , TANTO PARA SETOR PÚBLICO QUANTO PARA O PRIVADO. Não sei se me fiz entender.


murilo

A regra 85/95, expandida, resolve o problema da idade nos trabalhadores da iniciativa privada, devendo apenas ser ajustada a questão das mulheres.
Outra questão importante é como financiar a previdência rural, essa sim o grande problema do RGPS.
Agora, o grande furo é o setor público, especialmente os altos ganhos.
Nesse, ninguém mexe ...


FRancisco

Na aposentadoria deles, eles não querem mexer... não é mesmo?

O ROMBO MAIOR DA PREVIDÊNCIA É DE VOCÊS.
É DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA (principalmente dos políticos).

Que tal acabar com aposentadoria acumulativa?
Que tal igualar o tempo de contribuição?
Que tal igualar a idade para aposentar?
Que tal vincular seus aumentos com os da previdência privada?

Esse é o tipo de aposentadoria que o povo quer.
Integral aí = integral aqui. Não dá? OK!
Se quiserem igualar por baixo... que façam...
Queremos apenas - IGUALDADE em direitos e deveres.
Não estamos pedindo muito.


Adriana

Não fazer regra de transição também é errado. Na verdade, tinham que mexer nos direitos adquiridos, pois muitos são privilégios absurdos. Pessoas que aposentaram com menos de 50 anos, muitas vezes sem contribuir ou na base de contribuições simbólicas. Não é rever o que recebem e os atos concessivos, mas tascar um alto desconto compensatório nelas.
As atuais e futuras gerações estão sendo extorquidas por conta desse passado imoral da Previdência e ainda querem jogar o ônus mais para frente ainda? Bairrismo de novo. Um monte de velhos sem a menor solidariedade (ou vergonha?) geracional!


Adriana

Sou mulher e servidora, então posso falar. Há nítidos critérios objetivos para a distinção entre homens e mulheres. Já entre trabalhadores do setor público e privado não. É um privilégio injusto e imoral. Esses congressistas devem estar sendo bairristas, já que são homens e do setor público.
Pela pesquisa, eles estão indo na contramão do bom senso e da justiça.


Jair Sergio de Moraes

Porque não fazem a pesquisa com a população? sou contra a idade mínima, tem muito dinheiro desviado, roubado, mal usado, que dá muito pra pagar aposentadoria, é balela, é simplesmente o mais fácil porque mexe com quem está indefeso, não tem poder de pressão, ninguém mexe com os políticos, juízes, funcionários públicos, banqueiros e mega empresários, é sempre do brasileiro comum, aquele mesmo que foi às ruas em domingo pra não perder dia de trabalho, não atrapalhar o país e a si próprio, com sempre viram as costas à estes, e com apoio da imprensa, não é Antagonistas?


Jair Sergio de Moraes

Portanto ele possui 10 anos na teoria para poder aproveitar com o pouco que lhe resta de vitalidade o fruto de seu trabalho, o que querem com esse idéia é criar uma quantidade enorme de pessoas sem saúde, sem trabalho, sem previdência, com 55 anos já não se arruma emprego, imaginem um cidadão de 60, 65, 70, desassistido, sem emprego, sem salário, sem previdência, sem saúde, sem teto, façam-me o favor Antagonistas, nem mesmo vocês sabem o dia de amanhã, quem criou esse problema não foi o trabalhador, que a parcela de contribuição seja dada por quem pode dar o trabalhador comum não pode mais.