O que seria a grande reforma trabalhista

Michel Temer quer fazer uma reforma trabalhista, flexibilizando a CLT, noticia O Globo.

"A proposta deve restringir as negociações coletivas à redução de jornada e de salários, ficando fora dos acordos normas relativas à segurança e saúde dos trabalhadores.

Dessa forma, FGTS, férias, previdência social, 13º salário e licença-maternidade, entre outros, continuarão existindo obrigatoriamente, mas serão flexibilizados. Ou seja, as partes (empregadores e sindicatos da categoria) poderão negociar, por exemplo, o parcelamento do 13º e a redução do intervalo de almoço de uma para meia hora, com alguma contrapartida para os empregados. As horas gastas no transporte que contarem como jornada de trabalho — nos casos em que a empresa oferece a condução — também poderiam ser objeto de negociação."

O parcelamento do 13º salário, por exemplo, terá um impacto tremendo no Natal, a principal data do comércio brasileiro, e tornará ainda maior o endividamento de muitos brasileiros que já tomam emprestado nos bancos o equivalente ao salário suplementar, para fechar as contas do ano. Redução do intervalo de almoço não aumenta produtividade. O que aumenta produtividade é educação e treinamento.

O Antagonista que a grande reforma trabalhista seria diminuir a quantidade de encargos que o empresário tem de pagar ao governo em cima de cada salário. Um trabalhador custa o dobro do que recebe no seu contracheque.

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Comentários (59)

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Ric

Reforma trabalhista...@ leia-se retirar direitos mínimos do lado mais fraco... o peão.
Falar que a CLT dificulta contratações é falácia, vide a situação de alguns anos atrás, quando tínhamos quase pleno emprego. Vira e mexe o empresariado vem com essa conversa mole para sugar até a ultima gota da força de trabalho já tão massacrada:
Aqui ganhamos péssimos salários, e querem sempre culpar a CLT, não os empresários tão bonzinhos, tão interessados no bem estar de todos.


Prof. Sergio Seloti

"O parcelamento do 13º salário, por exemplo, terá um impacto tremendo no Natal, a principal data do comércio brasileiro, e tornará ainda maior o endividamento de muitos brasileiros que já tomam emprestado nos bancos o equivalente ao salário suplementar"

NÃO, CARA PÁLIDA!!! Com o dinheiro chegando antes na conta (cerca de 8% de aumento), o fulano NÃO PRECISARÁ se endividar, capisce?


Rodnei

Acaba com essa PORCARIA de CLT que já é um bom caminho.


CLT optativa

A vinculação do regime de trabalho, "direitos" (que são outro nome pro governo mamar no seu salário) e penduricalhos da CLT deveriam ser optativos.

Se o trabalhador quiser que o seu contrato de trabalho não seja regido pela CLT ele tem que ter essa liberdade. A exploração da mão-de-obra pelo governo é escorchante. A única obrigação deveria ser a previdência e olhe lá!


Paulo

Tem que flexibilizar ao máximo as leis trabalhistas! Deixe os empregados e os empreendedores negociarem como quiserem a sua relação, seja com CLT ou não.
Há muita insegurança jurídica e inflexibilidade para os empreendedores e com isso as empresas e o país não são eficientes e produzem pouca riqueza. Vamos ser inteligentes, a época da revolução industrial já passou, precisamos modernizar as nossas leis, dando mais flexibilidade de escolha as pessoas e empresas.


gustavo

Exatamente meus caros Antagonistas, a redução dos encargos, é a principal mudança, mas pagar funcionários parados, ociosos, aumenta tremendamente o custo das mercadorias


Carlo

O peso dos encargos na folha é que matam!!!
Tirar o INSS da folha é a solução!!!


Ricardo

Mario, Diogo e Cláudio, na reforma trabalhista a solução é EXTINGUIR com a CONTRIBUIÇÃO SINDICAL, isso termina de vez com os parasitas do dinheiro do trabalhador.


Diego Rocha

Parabéns Antagonistas, por defenderem os trabalhadores e a verdade.
É claro que o grande problema trabalhista no Brasil, refere-se a quantidade ABSURDA de "encargos que o empresário tem de pagar ao governo em cima de cada salário. Um trabalhador custa o dobro do que recebe no seu contracheque".
Retirem esses encargos e coloquem diretamente nos salários para verem como a produção e o consumo disparam!
Destravem esse ciclo vicioso. Mas não diminuindo a renda do trabalhador, muito pelo contrário. É o dinheiro na mão do trabalhador que vai reativar a produção e o consumo.


Márcia

NUNCA esqueçam que o Brasil é um país portador de estatolatria e que flerta com o totalitarismo. Ao aceder tacitamente à flexibilização da CLT, a iniciativa privada pode estar renunciando à sua ultima chance de barganha para recolocar o Estado em seu devido tamanho e lugar.