22% dos professores estão fora da sala de aula

Auditoria do TCU descobriu que 70 mil professores do ensino médio, de um total de 320 mil, estão fora da sala de aula, normalmente cedidos a outros órgãos.

Mesmo cedidos a outros órgãos – como assembleias legislativas, câmaras de vereadores e órgãos do poder Executivo -, esses servidores continuam sendo remunerados pelo Fundeb (ex-Fundef), provocando um desvio enorme na aplicação desses recursos e aprofundando o déficit de professores nas redes de ensino do País.

Diante desse quadro, o TCU vai abrir uma auditoria para mapear a situação como um todo e propor o remanejamento desse pessoal para seus órgãos de origem: as escolas.

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  1. Trabalho no IFSC e a quantidade de professores que só tem cargo e não função é enorme. Na reitoria, muitos são professores em função administrativa e gerencial. A média de hora/aula por semana gira em torno de 9 horas por semana! Tiram 45 dias de férias por ano, mesmo não pisando em sala de aula uma hora sequer por semana, além de não baterem o ponto eletrônico! Isso sem falar nos milhões que foram pagos nos últimos 3 anos numa gambiarra de uma lei (lei 12.772/12 – RSC) sem precisar fazer um mestrado ou doutorado para ter direito. Uma vergonha! Mas uma sacanagem com o dinheiro do povo!

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    1. Trabalho no IFSC e a quantidade de professores que só tem cargo e não função é enorme. Na reitoria, muitos são professores em função administrativa e gerencial. A média de hora/aula por semana gira em torno de 9 horas por semana! Tiram 45 dias de férias por ano, mesmo não pisando em sala de aula uma hora sequer por semana, além de não baterem o ponto eletrônico! Isso sem falar nos milhões que foram pagos nos últimos 3 anos numa gambiarra de uma lei (lei 12.772/12 – RSC) sem precisar fazer um mestrado ou doutorado para ter direito. Uma vergonha! Mas uma sacanagem com o dinheiro do povo!

    2. Sei que é utopia pura. Mas imaginemos a cena: Num lufar de seriedade, objetividade, capacidade, os Ministérios Secretarias da Fazenda, Planejamento( federal, estadual, municipal) baixam uma circular marcando data e horário específico para que TODOS funcionários públicos compareçam ao respectivo posto de trabalho a que estão subordinados para assinar o holerite, por exemplo.
      Acontecerá algo parecido com o que acontecia (não sei se ainda acontece) em datas de provas regulares na Faculdade que faltava cadeira para todos alunos matriculados.

    3. Interessante que, quando querem, eles trabalham. Olha aí a descoberta do total descaso que faz uma diferença enorme. Mas existe a dúvida: o sindicato dos professores, sempre tão engajado e pretensamente esclarecido, não tinha idéia do que ocorria ou é simplesmente conivente com a farra?

    4. A classe de professores virou uma claque, não querem ter deveres só direito, fingem que ensinam a criançada e estas fingem que aprendem, olhe no Paraná a claque de professores virou um canacer para o estado, vão trabalhar bando de vagabas.

    5. Muitos mamando nas tetas dos cofres públicos “trabalhando” nos seus sindicatos, defendendo corrupção, bandidos que desviam dinheiro do povo para obras de infra estrutura em países da África e América do Sul simpáticos ao PT. E outros ensinando aos seus alunos que Lula tem todo direito de corromper, obstruir, roubar, mentir. E vejam bem, eu sou professor, mas não defendo bandidos.

    6. Pelo amor de Deus, não!
      Pelo bem do país o certo seria ceder os outros 78% e contratar meia dúzia de professores de verdade e transmitir aulas via satélite com conteúdo e didática de ponta para todos.
      Ainda que privatizássemos todas as universidades públicas hoje, levaríamos gerações até nos livrarmos dos militantes ideológicos disfarçados de professores que infestam às escolas e estão destruindo a força produtiva e capacidade modernizadora do país transformando criminosamente os alunos em vassalos de um projeto de tomada de poder pela via da má formação, da vigarice e da desonestidade.
      O dinheiro desviado tem que ser devolvido pois pertence à educação, mas os professores, não.

    7. Brasil gasta US$ 4 mil por aluno do ensino médio por ano e quase US$ 15 mil por aluno do ensino superior por ano. Tudo errado!
      Em primeiro lugar, ensino superior gratuito nem deveria existir. No maximo, poderia-se escolher áreas estratégicas, como engenharia e medicina como cursos gratuitos e mesmo assim o sujeito deveria estagiar em alguma empresa pública ou hospital público por um tempo como forma de pagamento pelo graduação paga pelo contribuinte!
      Ensino médio, dobraria-se o valor gasto para US$ 8 mil por ano com aluno, daria-se um voucher para cada um com cobrança por resultados e privatizaria-se todas as escolas públicas!
      O BNDES ainda poderia entrar financiando escolas privadas, ao invés de financiar Trans-Coca na Bolívia ou Porto de Mariel em Cuba!
      Brasil resolveria problema da educação e ainda economizaria um monte de recursos!
      Bastariam 20 funcionários no Ministério da Educação, nada mais! Ainda economizaríamos bilhões com salários e aposentadorias desse bando de Barnabés!

    8. O problema da educação básica brasileira são os professores. Está cheio de professor comunista que não ensina nada e se dedica a fazer lavagem cerebral aos alunos. O Temer faria muito bem em fazer uma faxina nas escolas públicas.

    9. Marcelo Freixo (PSOL-RJ) recebe R$ 15.000 como professor de História da UFF, sendo que ele é deputado estadual.

      Até o momento não descobri em que horário ele efetivamente dá aula.

      Fora os seguranças pagos com dinheiro público.

    10. Sou professor de História, queria estar na sala de aula e não consigo porque não tenho pós graduação, apenas graduação. Sim, se vc não tem pós graduação e não tem conhecimento, seu diploma é mais inútil do que ter uma réplica da estátua da liberdade no seu quintal.

      1. Que tipo de professor de História vc é ? Daqueles que a gente tem que estudar depois de novo para aprender o certo ou é professor mesmo ?

    11. Não vão mexer com ninguém. Vai ficar tudo como está. Esses “professores” são militantes dos partidos de esquerda. Agora eu quero ver se esse país mudou mesmo. Quero ver a posição dos “heróis” do Ministério Público e do Judiciário.

    12. Dois meses enfrentando uma sala de aula de escola pública deixa qualquer um pronto para ser internado num sanatório: alunos desinteressados, mal educados e indisciplinados, mas cheios de libido. Fora os colegas de trabalho idiotizados pelas universidades esquerdistas. Sem contar o salário exíguo. Ninguém aguenta!

      1. Passei 31 anos na sala de aula, sempre na periferia/comunidade de SP e posso afirmar que tem de TUDO lá! Hj tenho uma empresa de automação estou FELIZ de trabalhar LONGE de gente IDIOTA e NÃO estou falando dos alunos, ELES eram “o melhor que tinha na escola”! A PTezada era SOFRÍVEL!!!

    13. Dos 78% restantes, mais de 2/3 não cumprem a carga horária em sala de aula porque preferem fazer “plannings” em gabinetes! E ainda ficam panfletando na internet pedindo “Fora Temer!” em horário de aula! Pode investigar!
      E tem que parar com essa coisa que professor no Brasil ganha mal! Professor no Brasil normalmente ganha muito bem! Um salário mínimo no país não chega a R$ 1 mil. Tem professor universitário ganhando 15x isso! Não está bom para o nível do Brasil?
      Não dá pra ficar comparando o Brasil, um país subdesenvolvido, terceiro-mundo, falido, com mais de 50% das residências sem saneamento básico, com os professores dos EUA, França, Inglaterra, Portugal, etc…