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400 mil mortes por Covid. Onde vamos parar?

400 mil mortes por Covid. Onde vamos parar?
Foto: Lorenzo Casalino, Amaro Lab, U.C. San Diego

O Brasil atingiu a marca de 400 mil mortes por Covid.

Não há vacinação em ritmo suficiente. Os números de internações flutuam, claro, mas continuam altos. Há o risco de uma terceira onda.

Onde vamos parar? O que o Parlamento pode fazer para tentar estancar essa matança prolongada? Desde ontem, O Antagonista tem ouvido congressistas nesse sentido.

“O descaso, a omissão e a incompetência do governo federal foram fundamentais para que chegássemos a essa triste marca. O presidente da República contribuiu e continua contribuindo, porque patrocinou ações e decisões erráticas para enfrentar a pandemia, incentivou aglomerações, desestimulou a população a seguir as orientações da OMS e não preparou nosso país adequadamente para comprar as vacinas disponíveis no mercado”, disse o deputado Rubens Bueno (Cidadania). Para ele, “a vacina continua sendo a saída” e o Congresso precisa “construir consensos, longe de disputas políticas menores”.

O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM), mais alinhado ao Palácio do Planalto, afirmou que “os governadores e prefeitos devem reabrir os hospitais de campanha que fecharam” e defendeu que o governo federal “continue negociando e comprando mais vacinas, além de priorizar a fabricação dos imunizantes brasileiros, como já vem fazendo”.

No entender do senador Jorge Kajuru (Cidadania), é preciso, “sem emoção política, apontar culpados e dar solução”, para que o país não chegue a meio milhão de mortes. “Do contrário, o futuro rápido chamará muitos de assassinos”, disse.

O deputado Fausto Pinato (PP) afirmou que a CPI da Covid, no Senado, “é a única arma do Legislativo para responsabilizar e obrigar o Executivo a cumprir com suas obrigações no combate à pandemia”.

Já o deputado Danilo Forte (PSDB) concorda que “fortalecer a CPI” do Senado é um caminho, além de “bradar ao mundo que o Brasil passa por uma calamidade”. “O Parlamento precisa pedir ainda mais apoio internacional. É hora de pedirmos ajuda humanitária. É uma tragédia”, disse ele.

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