A alternativa de Celso de Mello à censura sobre a Crusoé

Além da dura nota contra a censura à Crusoé, que pesou na revogação da medida por Alexandre de Moraes, Celso de Mello externou a interlocutores insatisfação não só com a decisão em si, mas também com a forma como foi tomada.

O decano considerava essencial possibilitar a ampla defesa e o contraditório no caso.

Como se sabe, Moraes mandou retirar a reportagem da revista a partir de uma nota da Procuradoria Geral da República declarando que não havia recebido a informação de Marcelo Odebrecht sobre o codinome que ele usava em e-mails de 2007 para se referir a Dias Toffoli.

Para Celso de Mello, a dúvida quanto à existência da informação do delator poderia ser sanada se Alexandre Moraes oficiasse à publicação, ou mesmo a órgãos oficiais, pedindo que se mostrasse o documento.

Assim, se evitaria a censura à revista sobre a falsa imputação que se tratava de uma “fake news”.

Como mostrou Crusoé, e mais tarde foi confirmado pela 13ª Vara de Curitiba, a informação de Marcelo Odebrecht foi anexada num dos inquéritos da Lava Jato no Paraná.

Comentários

  • Rodrigo -

    Evidentemente o problema não foi a real dúvida sobre o documento, mas sim a tentativa desesperada de coibir a sua divulgação.

  • Osvaldo -

    Ah! mas sabe com quem está falando???? Sou Alexandre o GRANDE (.................) . Escolha o adjetivo.

  • opɹɐnpǝ -

    O caso da crusoé é cortina de fumaça, a verdadeira censura é para os internautas e está nesse inquérito aberto. A imprensa já se safou e quem sobrou? quem? quem ...?

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