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A Amazônia clandestina

A Amazônia clandestina
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Folha de S. Paulo fez um editorial sensato sobre o decreto de Michel Temer que extingue uma reserva na Amazônia:

“O governo de Michel Temer, em seu afã de fabricar boas novas para estimular a economia, cometeu erros primários na extinção da Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (Renca).

Como dividendos, colheu apenas uma enorme — e exagerada — reação negativa na opinião pública.

Com a ajuda de celebridades, espalhou-se o rastilho de indignação com o suposto ‘leilão’ da Amazônia para a iniciativa privada. Um juiz federal se apressou a suspender o decreto presidencial, por entender que faltou ouvir o Congresso.

O Planalto se viu acusado de liberar para destruição uma área preservada de floresta amazônica do tamanho do Espírito Santo.

A Renca nunca foi uma reserva ambiental, mas sim mineral. Criada por decreto em 1984, no período militar, objetivava manter controle estatal sobre depósitos de cobre, tântalo, ouro e outros metais.

Pode ter ajudado a coibir o desmatamento na região, mas não foi tão eficiente: há nela cerca de mil garimpeiros ilegais e 28 pistas de pouso clandestinas, segundo o Ministério de Minas e Energia.”

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