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A "aposta suicida" do Brasil

A “aposta suicida” do Brasil
Foto: Antonio Lima/PaweComunicação/MS

O epidemiologista Antônio Lima Silva Neto, de Harvard, disse para o UOL que o governo brasileiro fez uma “aposta suicida” de que não teríamos uma nova onda de Covid-19.

Neste momento, segundo ele, nem dá para prever até quando o contágio vai se disseminar:

“Eu vejo uma dificuldade para calcular isso. Quando o vírus circula em meio a uma vacinação muito lenta, você facilita o surgimento de eventuais novas variantes. E existe uma questão: você vê UTIs lotadas no Brasil inteiro, então nós vamos ter um período de alta mortalidade. Se você calcula que dois terços dos pacientes internados em UTI — às vezes mais, às vezes menos — podem morrer, você sabe que essa alta mortalidade vai se estender. Não é uma previsão, isso é óbvio porque as estão internadas.”

O que fazer?

“Embora julgue como corajosa a tentativa de vários governadores de adotarem medidas de restrição em equilíbrio para evitar um colapso social, o ideal nesse cenário de alta transmissão, de colapso assistencial, seria fazer um lockdown e vacinar, como fez Portugal a partir de 22 de janeiro. Agora se começa a colher os frutos: depois de quase dois meses começa a ter impacto nas hospitalizações, na mortalidade, na transmissão. Isso é uma coisa lenta. A vacina teria de ser rapidamente oferecida a toda população de risco para que você, de fato, impacte primeiro os os eventos graves, e depois a própria transmissão da doença.”

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