A autofagia de Marco Aurélio

A autofagia de Marco Aurélio
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Marco Aurélio Mello acusou Luiz Fux de promover uma “autofagia” no Supremo por ter derrubado sua decisão de soltar André do Rap. Mas, há menos de um mês, o ministro também atropelou Celso de Mello no inquérito sobre Jair Bolsonaro.

Relator da investigação, Celso de Mello havia determinado o depoimento presencial do presidente. Mas quando assumiu o caso, durante a licença médica do decano, Marco Aurélio suspendeu não só o depoimento, como também toda a investigação.

No despacho, assinado no dia 17 de setembro, foi além: submeteu a questão ao plenário do STF. Uma semana depois, antecipou seu voto, a favor do depoimento por escrito do presidente, ainda antes do início do julgamento, que seria feito de forma virtual.

Quando reassumiu o caso, no fim de setembro, Celso de Mello repreendeu a postura do colega.

“O substituto regimental não tem (nem pode ter) mais poderes, na condução do feito, do que aqueles incluídos na esfera de competência do Relator natural”, escreveu Celso.

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