A bancada das trevas

A bancada das trevas
Brasília - O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anuncia nomes que vão compor sua equipe no ministério e explica como será o funcionamento da nova pasta (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Raul Jungmann foi direto ao ponto no Estadão, em artigo intitulado “A eleição das milícias”. Diz o ex-ministro da Segurança Pública:

“A violência e a insegurança levaram a que policiais se tornassem milicianos para combater criminosos, a violência e a insegurança. Por paradoxal que pareça, foi assim que as milícias se formaram no Rio de Janeiro.

Como quem controla o território controla o voto, as milícias e o crime organizado passaram a colocar no parlamento municipal e estadual seus representantes, formando as suas bancadas. Estas, por sua vez, passaram a indicar representantes seus ou aliados para cargos no executivo na área da segurança pública, numa verdadeira metástase. Esse quadro, em graus variáveis, se repete País afora, e o nosso risco maior, a evitar, é que o Rio de Janeiro seja o Brasil de amanhã… Controlando os votos da comunidade e com recursos das suas atividades criminosas, os milicianos têm o que oferecer aos políticos. Parte deles, não todos, ressalte-se, tornam-se seus aliados no legislativo e lhes dão cobertura e fornecem blindagem junto ao judiciário e o executivo. Está formado o coração das trevas.”

Em São Paulo, o coração das trevas também bate pelo PCC.

Leia mais: Crusoé, a revista que nunca sai da trincheira do combate ao crime.
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