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A bolsa de apostas no STF para sucessão de Celso de Mello

A sucessão de Celso de Mello divide ministros do Supremo Tribunal Federal. A primeira indicação de Jair Bolsonaro para a Corte deve ocorrer em novembro, com a aposentadoria do decano, ao completar 75 anos.

Ministros afirmam reservadamente que, como se trata da primeira escolha, Bolsonaro fará questão de imprimir sua marca e deve ouvir um grupo pequeno de aliados para tomar sua decisão.

Os três principais nomes continuam sendo de Sergio Moro (Justiça), André Mendonça (Advocacia-Geral da União) e Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência).

Moro é quem mais provoca divergências na Corte. A atuação do ex-juiz da Lava Jato já recebeu fortes críticas no Supremo, especialmente de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowksi. Em outra frente, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux (futuro presidente do STF), Rosa Weber, Carmen Lúcia e Edson Fachin são apontados como aliados do atual chefe da Justiça, mas, mesmo entre eles, são feitas restrições.

Nas últimas semanas, Moro inclusive tem feito um périplo no Supremo, se reunindo com ministros para tratar de temas de interesse da sua pasta. O gesto tem sido interpretado na Corte como uma tentativa de estreitar laços, sendo que ainda não existe uma clareza sobre os próprios planos de Moro para seu futuro. Há, na Corte, quem aposte que o ex-juiz almeje o Planalto num horizonte bem curto. Alguns ministros dizem, inclusive, que não creem muito que seja Moro a opção de Bolsonaro.

Para ministros, André Mendonça por ocupar a AGU passa a reunir boas credenciais para a vaga e ainda conta a seu favor o fato de ter bom trânsito no tribunal, em especial com Dias Toffoli, além de se enquadrar no “terrivelmente evangélico”.

Oliveira é visto como o homem de maior confiança de Bolsonaro. Esse seria o seu maior diferencial na disputa. O ministro da Secretaria-Geral  também tem mantido interlocução com Toffoli, mas integrantes do Supremo dizem que o conhecem pouco, ainda mais juridicamente.

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