A caixa-preta (I)

A empreiteira Schahin está enrolada na Lava Jato.

Segundo Pedro Barusco, ela deu aproximadamente 2,5 milhões de reais ao PT, através de seu operador, Mario Goes, que está preso.

Na semana passada, a Istoé publicou que o banco Schahin, que pertence ao mesmo grupo da empreiteira, emprestou 12 milhões de reais a José Carlos Bumlai, o pecuarista amigo de Lula. O empréstimo suspeito constava de um documento do Banco Central e confirmava a denúncia de Marcos Valério de que Bumlai intermediara um pagamento a Ronan Maria Pinto, o empresário de Santo André que chantageava Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho.

O Antagonista teve acesso àquele mesmo documento do Banco Central e, cruzando uma série de dados, descobriu dois fatos que podem ajudar a esclarecer alguns dos maiores mistérios dos esquemas de financiamento clandestino do petismo.

O primeiro é mais simples e pode ser imediatamente investigado pelos procuradores da Lava Jato. O segundo é muito mais intricado e perigoso, porque envolve a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, e fica para o texto sucessivo.

Vamos lá.

O banco Schahin fez dois empréstimos – questionados pelo Banco Central – a uma certa Florida S.A. O primeiro, em 27/3/2003, de 12,8 milhões de reais, e o segundo, em 27/4/2004, de 8,3 milhões de reais.

A Florida S.A. foi acusada de fazer parte da rede da doleira Nelma Kodama, que se associou a Alberto Youssef. E fazia negócios com a corretora Planner, usada pelo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para administrar o dinheiro da Bancoop.

O banco Schahin é a caixa-preta do PT? Leia o próximo texto.

Caixa-preta

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