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A Câmara de Arthur Lira tenta, pela terceira vez, passar o trator com a PEC dos Precatórios

A gambiarra no teto de gastos poderá servir para aumentar o fundão para R$ 5 bilhões e incluir R$ 16 bilhões em emendas de relator para 2022
A Câmara de Arthur Lira tenta, pela terceira vez, passar o trator com a PEC dos Precatórios
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Arthur Lira (foto) tem muito apetite.

Na semana passada, ele perdeu na votação da PEC da Vingança, que ameaça a autonomia e independência do Ministério Público, mas teve dificuldade de aceitar a derrota.

Nesta semana, o presidente da Câmara mudou o foco para a PEC dos Precatórios.

A PEC passou pela comissão especial, com a inclusão do Auxílio Brasil, o benefício eleitoreiro que fura o teto de gastos. O Centrão conseguiu convencer Jair Bolsonaro de que essa seria a melhor alternativa para substituir o Bolsa Família.

Lira, que tem muito apetite, repita-se, está tentando há três dias votar no plenário a PEC dos Precatórios. Não conseguiu ainda porque, nos bastidores, a votação da proposta passou a envolver um monte de outras negociatas. Ontem, como registramos, o presidente da Câmara adiou de novo a votação em razão, pelo menos na teoria, do quórum baixo e o risco de nova derrota. Agora, a expectativa é de votação hoje.

Os ministros João Roma, Ciro Nogueira e Flávia Arruda participam das conversas.

Como noticiamos, a gambiarra no teto de gastos também poderá servir, pelas manobras em curso no Congresso, para aumentar o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 5 bilhões e incluir R$ 16 bilhões em emendas de relator no orçamento de 2022, ano de eleição. As emendas de relator são aquelas distribuídas sem critério definido e torradas sem qualquer transparência — Lira tem o controle de boa parte dessas emendas.

Quando Lira perde, o Brasil ganha, e vice-versa.

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