A clandestinidade do general Ramos

A clandestinidade do general Ramos
Foto: Marcos Corrêa/PR

“Um general sensato deveria parar para pensar um pouco na história”, diz Fernando Gabeira, a propósito de Luiz Eduardo Ramos, que tomou vacina escondido.

“Num passado recente, os adversários eram postos na clandestinidade. Mas hoje é o próprio impulso vital que se torna clandestino no interior do governo (…).

A travessura do general Ramos é apenas uma das pequenas brechas em que a vida consegue penetrar o fúnebre edifício do governo Bolsonaro. Mas sua própria confissão indica como está enterrado nesse pântano cadavérico.

Ele não tem vergonha de querer viver como os outros seres humanos. Mas também não se orgulha disso nem celebra o ato vital de se vacinar.”

Luiz Eduardo Ramos tem medo do vírus, mas tem ainda mais medo de perder o emprego.

Leia mais: Enquanto Brasília faz tudo errado, a Crusoé continuará fazendo o certo: fiscalizando o poder.
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