A "cobertura dela" era "dela"

A “cobertura dela” era “dela”
Foto: Reprodução

A defesa de Lula está trabalhando para a Lava Jato.

No novo lote de mensagens roubadas que os advogados do chefe da Orcrim anexaram ao processo do STF, um procurador diz:

“A OAS tem que mijar sangue”.

Ele se referia à estratégia de vazamentos da empreiteira, que usava a imprensa para tentar melar o inquérito lulista.

Até aquele momento, de fato, a OAS só havia “mijado” propina para o triplex e para o sítio. O reconhecimento de seus crimes só ocorreria no ano seguinte.

Em outra mensagem roubada, os procuradores descartaram usar como prova um diálogo entre Mariuza (?) e Samara (?), em que uma disse para a outra, a propósito da mulher de Lula, Marisa Letícia:

“A dona Marisa devolveu a cobertura, é isso? (…). Mas se ela reformou a cobertura dela toda lá no Guarujá?”

A outra respondeu:

“Pessoa, não pode falar, pessoa, aqui nesse telefone!”

Os advogados de Lula alegaram que esse diálogo poderia ter ajudado a defesa. Como assim? De que maneira a frase “ela reformou a cobertura dela toda lá no Guarujá” poderia ter contribuído para a tese de que “a cobertura dela” na verdade não era “dela”?

Pior ainda: Lula foi condenado justamente pela reforma da cobertura, paga pela OAS com dinheiro de propina, e há uma montanha de provas para confirmar esse fato – além do grampo da própria Mariuza (?).

A imprensa reproduz sem parar as mensagens roubadas, mas ninguém parece estar interessado em ler o que está escrito.

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