A delação que não houve

O Globo informa que a PGR cancelou o acordo de delação premiada de Ivan Vernon. A informação teria sido repassada pelo procurador Bruno Calabrich à defesa do ex-assessor de Pedro Corrêa.

A delação de Vernon estava sendo associada pela imprensa à investigação sobre os R$ 2 milhões de pixulecos para a campanha de Dilma – intermediados por Palocci.

Segundo O Globo, o ex-assessor se reunia regularmente com membros do MPF desde abril para tratar da delação. “Na segunda-feira, os defensores anexaram o termo de confidencialidade para tentar adiar o depoimento de Vernon à Justiça, marcado para a tarde desta quarta-feira. Minutos antes de entrar no depoimento, Calabrich encaminhou uma mensagem a um dos advogados de Vernon informando: ‘Não haverá acordo”. Surpresa, a defesa questionou: ‘Como assim?’. Em seguida, o procurador respondeu: ‘Não haverá acordo. Sem chance’.”

A PGR ainda não comentou o fato.

A reportagem diz ainda que o “cancelamento intempestivo do acordo levou a defesa mudar de estratégia no depoimento marcado para esta terça-feira. Em vez de ficar calado, Ivan respondeu às perguntas do juiz federal Sérgio Moro, que conduz o julgamento da ação contra Pedro Corrêa”.

O Antagonista foi informado que agora é Pedro Corrêa quem quer fazer um acordo de delação.

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