A devassa contra Lulinhazinho

O suposto portal UOL disse que os procuradores da Zelotes não tinham qualquer elemento para dar uma batida no escritório de Lulinhazinho, exceto suas “suspeitas”.

O Valor, hoje, cita o relatório da Receita Federal anexado ao inquérito, que aponta a LFT como uma possível empresa de fachada destinada a atuar em lavagem de dinheiro:

“A despeito do vultoso recebimento pela LFT Marketing Esportivo em 2014, a empresa não possui nenhum funcionário em seus quadros, bem assim como não informa pagamento de salário ou recolhimento de contribuições previdenciárias de empregados”.

Os investigadores da Zelotes mostram que é necessário fazer uma devassa na empresa de Lulinhazinho, “examinando fitas de caixa, guias de transações em espécie e outros documentos, de modo a esclarecer se esses valores foram efetivamente sacados em espécie na ‘boca do caixa’ ou se foram creditados em outras contas, ocorrendo as chamadas ‘operações casadas'”.

Eles sugerem também que “os departamentos de auditoria interna dos bancos informem alguns dados, tais como nome, CPF e CNPJ dos responsáveis pelos saques e retiradas de dinheiro. E ainda que os bancos forneçam cópia legível dos respectivos cheques, bem como de documentos que comprovem o destino desses recursos movimentados”.

O ponto central, claro, é esclarecer “o que motivou o pagamento de tão grande soma” – 1,5 milhão de reais somente em 2014 – da Marcondes e Mautoni à LFT de Lulinhazinho.

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