A empreiteira Engevix lança uma bomba contra o PT

A empreiteira Engevix deu um passo muito além, e bem grande, em relação às outras empreiteiras do Petrolão. O seu vice-presidente, Gerson de Mello Almada, em cana dura, apresentou hoje à Justiça Federal do Paraná uma peça de defesa que é uma bomba. Nela está dito, EXPLICITAMENTE, que a Petrobras foi utilizada por sua direção para arrecadar e distribuir propina em altos escalões do governo, comprar apoio na base aliada (mensalão) e engordar o caixa de partidos políticos.
O Antagonista reproduz a seguir as aspas da defesa de Gerson de Mello Almada, contidas na reportagem da excelente Laryssa Borges, do site da Veja:
“O pragmatismo nas relações políticas chegou a tal dimensão que o apoio no Congresso Nacional passou a depender da distribuição de recursos a parlamentares. O custo alto das campanhas eleitorais levou, também, à arrecadação desenfreada de dinheiro para as tesourarias dos partidos políticos. Não por coincidência, a antes lucrativa sociedade por ações, Petrobras, foi escolhida para geração desses montantes necessários à compra da base aliada do governo e aos cofres das agremiações partidárias.”
A defesa de Almada afirma, ainda, que ele “é testemunha ocular do possível maior estratagema de pilhagem de recursos públicos já visto na história recente. Compõe, tão só, o grupo de pessoas que pecaram por não resisistirem à pressão realizada por porta-vozes de quem usou a Petrobras para obter vantagens indevidas para si e para outras bem mais importantes da República Federativa do Brasil.”
Deixando de lado a compreensível coitadização do réu, é a primeira vez que uma empreiteira aponta DIRETAMENTE para o Palácio do Planalto, o PT e os partidos que o apoiam.
Se ainda restar um pouco de seriedade no país, a casa de Dilma, Lula, Dirceu, Vaccari e companhia começou a cair depois dessa bomba da Engevix.

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