A falácia do “crédito podre”

A Folha noticiou ontem que Joaquim Levy resolveu repassar à iniciativa privada R$ 3,3 bilhões em supostos “créditos podres”. Alega que precisa gerar caixa, mas admite que a operação renderá apenas 5% do valor total da dívida. Não faz sentido, certo?

Faz sentido para quem está se beneficiando da negociata. Há alguns meses, O Antagonista denunciou aqui e aqui operações semelhantes realizadas pela Caixa em benefício do BTG. O valor daquelas operações até hoje é um mistério, mas fontes indicam que o banco amigo pagou 3% do total.

Chamar de crédito podre é uma simplificação tendenciosa, pois a maior parte desses financiamentos é nova, reflexo do boom dos programas “Minha Casa Minha Vida” e “Minha Casa Melhor”. São carteiras “desestressadas”, pois são dívidas que ainda não foram cobradas.

É ouro puro.

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