A fisiologia não vai aplacar a crise

A aposta do Estadão é que a crise vai continuar:

“Orientados pela fisiologia e guiados por um instinto aguçado de sobrevivência, os políticos, nos momentos de turbulência, sempre tentam se entender em busca da autopreservação.

A crise que envolve o segundo mandato de Dilma Rousseff havia bagunçado esse arranjo.

Nos últimos dias, com a intervenção de Renan Calheiros, a tropa começou a se reagrupar e o Planalto passou a vislumbrar a possibilidade de obter algum controle da situação. A classe política brasileira, mais uma vez, deu sinais de retorno ao seu modo tradicional de operar, o da união de interesses em torno da força do governo. Foi assim no mensalão, por exemplo.

A novidade agora é que existem outras dimensões da crise que fogem ao alcance de Dilma, de Renan, de Cunha, da oposição e dos conchavos brasilienses.

Uma dessas esferas é a Lava Jato, que investiga e prende políticos, entre outras personalidades. A outra é justamente a força das ruas, a ser testada hoje em todo o país”.

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