A Folha ainda acredita nas mentiras de Dilma

A Folha de S. Paulo tem todo o direito de defender Dilma Rousseff, mas isso não pode contaminar a cobertura jornalística.

A reportagem sobre a propina da Andrade Gutierrez, publicada nesta segunda-feira, baseia-se num dado falso.

O jornal disse que “em depoimentos aos procuradores, os executivos da Andrade não só citaram que parte das doações legais para a campanha presidencial de 2014 tiveram origem em propinas como revelaram que esses recursos vieram de obras tocadas no governo Dilma, como a usina de Belo Monte.

Irritada com a delação, a petista repetiu a assessores que, se houve algum esquema de propina com doações legais, não foi montado por sua equipe de campanha, sugerindo que caberia ao PT explicar irregularidades nessa área.

O diálogo sobre doações entre o ex-presidente da Andrade, Edinho Silva e Giles Azevedo é citado como exemplo. Nessa conversa, Edinho e Giles informam a Azevedo que uma coisa era doar para o PT, e outra, para a campanha. Ficou acertado, então, que o executivo faria doação extra de R$ 20 milhões para Dilma.

Dilma tem repetido que em nenhum momento foi dito à sua equipe que os R$ 20 milhões doados para sua campanha teriam vindo de um esquema de propina, e que não cabia a ela explicar isso, mas ao tesoureiro do PT”.

Qual é o dado falso que contamina a reportagem?

Otávio Azevedo disse que Edinho e Giles pediram-lhe uma propina – e não uma doação – de 100 milhões de reais. Desse total, 60 milhões de reais foram pagos ao PT e 40 milhões de reais foram pagos diretamente à campanha de Dilma Rousseff.

O número citado pela Folha de S. Paulo – 20 milhões de reais – só existe na prestação de contas apresentada ao TSE.

Dilma Rousseff continua a repetir que o PT embolsou propina, mas que sua campanha presidencial foi limpa.

Só a sucursal brasiliense da Folha de S. Paulo ainda acredita nisso.

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Ler 23 comentários
  1. Deputado, Causa-me indignação que o Senhor ainda esteja indeciso sobre seu voto sobre impeachment. Após tantas evidencias, após tanta bandalheira, após tantos erros, tantas omissões criminosas ou não, o fato é que não dá pra entender a razão do ilustre Deputado ainda ter dúvidas. Eles fizeram de tudo que se possa reprovar, e o fizeram muito bem pois apesar das claras evidências, não deixaram falhas legais para que os peguemos, exceto as pedaladas fiscais. Elas são o similar do erro de AlCapone no imposto de Renda. Seu povo ultrajado e sofrido espera e conta que o senhor vote pelo impeachment

  2. Nobre Deputado Paulo Feijó: Quer permanecer na política ou decidiu que é seu último mandato ? Então é bom sair de cima do muro e votar a favor do impeachment de Dilma. O povo não vai lhe perdoar. Atenciosamente. Marcelo Carvalho.

  3. ENVIEI PARA – dep.paulofeijo@camara.leg.br Senhor Deputado. Não fique marcado pela história como mais um insignificante. Faça história, para si, sua família, como alguém que quer o melhor para o BRASIL. BASTA! Impeachment já!!!!

  4. Vamos lá pessoal! vamos continuar trabalhando muito, ganhando pouco, pagando a mais alta carga de impostos do mundo, e, não obstante tudo isso, sendo tratados como mer-da! Alguém tem que patrocinar o desfrute dessa gente, ora essa! Avante povo brasileiro!

  5. Janot se pronuncia a respeito da (quase) nomeação do molusco como ministro: http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/04/em-novo-parecer-pgr-pede-anulacao-da-nomeacao-de-lula-na-casa-civil.html

  6. ATENÇÃO!!! Segundo Gabriel de Azevedo, advogado e professor de Direito Constitucional, “já há provas materiais das negociações do governo.” Amanhá irá tecer mais comentários em um programa de rádio. Fonte: Twitter @gabrielazevedo