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A força da bancada evangélica na escolha de Bolsonaro para o MEC

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A procura de Jair Bolsonaro por um novo ministro da Educação tem passado pelo apoio da bancada evangélica, em uma tentativa de evitar novos atritos.

A bancada reagiu, na semana passada, à possibilidade de Renato Feder assumir o cargo. Nos bastidores, parlamentares criticaram a postura do secretário de Educação do Paraná, dizendo que ele não era um conservador tradicional.

Três dos nomes cotados para o MEC têm apoio dos evangélicos. O preferido é Anderson Ribeiro Correia, reitor do ITA.

Correia chegou a ser escanteado na semana passada, por causa da resistência da ala ideológica, que via nele o risco de olavistas perderem força na Educação. Mas o apoio dos evangélicos e dos militares recolocou o nome do reitor entre os principais cotados –e Bolsonaro deve ter hoje uma videoconferência com o indicado.

Há também um apoio, mais restrito, ao nome do pastor da Igreja Presbiteriana de Santos, Milton Ribeiro, o “paulista” citado por Bolsonaro ontem. Ele foi nomeado pelo presidente, em junho de 2019, para assumir uma cadeira na Comissão de Ética Pública da Presidência, e foi indicado por Jorge Oliveira.

O presidente conversou com Ribeiro na tarde de terça-feira (7). O pastor classificou a reunião como agradável, mas acredita que não tem força política para ser o escolhido por Bolsonaro, disse a O Antagonista uma pessoa próxima de Ribeiro.

O último nome é o de Ricardo Caldas, professor da Universidade de Brasília que trabalhou com Bolsonaro na transição do governo, no fim de 2018. Cientista político, Caldas é ligado à Assembleia de Deus.

O reserva dos cotados é o major Vitor Hugo, como classificou o presidente. A nomeação do deputado tem resistência entre os militares palacianos, que preferem um nome técnico com trânsito no Congresso.

(Brasília - DF, 05/06/2020) Encontro com Pastor Silas Malafaia, Presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB). Foto: Isac Nóbrega/PR

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