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A força-tarefa da impunidade

No jantar do grupo Prerrô, Alberto Toron entregou uma beca a Lula e Mariz de Oliveira disse que "se o crime já aconteceu, de que adianta punir?"
A força-tarefa da impunidade
Reprodução

No jantar do grupo Prerrogativas em homenagem a Lula, no domingo, os advogados Alberto Toron e Antonio Cláudio Mariz de Oliveira foram além de qualquer protocolo, com gestos e declarações de arrepiar o bigode de Rui Barbosa, patrono da advocacia brasileira.

Responsável pela tese de que réus não delatores devem apresentar por último suas alegações finais nos processos, Toron disse que o Lula é símbolo ‘mais elevado da justiça’ e lhe entregou uma beca, “esse santo manto” que “nos iguala a juízes e promotores”, “que você merece, por significar Justiça na mais elevada acepção dessa palavra”.

Mariz de Oliveira, defensor de Michel Temer e parceiro de confraria do falecido Márcio Thomaz Bastos, o ministro da Justiça que atuou para blindar o chefão petista do escândalo do mensalão, falou em “compromisso da advocacia” para recolocar Lula na Presidência, disparando frases do tipo se “o crime já aconteceu, de que adianta punir?” e “que se puna, mas que não se ache que a punição irá combater a corrupção”.

É muito pior que a sunga de Kakay.

 

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