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A fraude no voto remoto da Câmara

Sistema instituído por causa da Covid permite que assessores votem no lugar de deputados
A fraude no voto remoto da Câmara
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

“Instituído em março de 2020 em razão da pandemia da Covid, o sistema de votação remota da Câmara dos Deputados é passível de ser fraudado, possibilidade reconhecida pela própria Casa, que afirma estudar formas de eliminar a brecha”, informa a Folha.

Nas últimas semanas, o jornal colheu relatos de parlamentares que, em caráter reservado, afirmam que “os quóruns obtidos nas sessões virtuais têm ocorrido sem que haja efetiva participação, com boa parte dos votantes passando todo o tempo com o áudio e o vídeo de seus aparelhos celulares ou computadores desligados”.

Alguns levantam a suspeita de que assessores estariam votando no lugar dos deputados, o que é proibido e configura quebra de decoro parlamentar, passível de cassação do mandato. A não exigência de biometria abre brecha para que o parlamentar terceirize o exercício do voto.

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