A Igreja manda no Estado

O editor-executivo da Folha de S. Paulo, Sérgio Dávila, emitiu uma nota sobre o patrocínio da Odebrecht à festa de 95 anos do jornal:

“O Encontro Folha de Jornalismo teve como patrocinadores a Fiesp e a Odebrecht. Como em outros conteúdos editoriais, a relação das empresas patrocinadoras com o jornal é comercial, sem qualquer interferência na parte editorial.

A Folha defende a pluralidade e a liberdade de expressão comercial, representadas pelos mais de dez mil anunciantes que tem como clientes.

Toda relação comercial do anunciante com o jornal pressupõe independência do produto editorial em que o anúncio será veiculado, seja um caderno, um site ou um evento. Não há motivo para discriminar anunciante ou local onde o anúncio será veiculado.

O jornal acredita também que a saúde financeira da empresa é fundamental para sua independência editorial. Parte dessa saúde resulta de uma carteira variada de anunciantes”.

O Antagonista acredita que um jornal como a Folha de S. Paulo não deve emprestar seu nome para limpar a imagem de uma empresa como a Odebrecht.

O Antagonista acredita igualmente que o departamento comercial de um jornal deve se subordinar à parte editorial.