“A ingerência nos órgãos de controle atingiu o ápice na renúncia de Moro”

Para a Transparência Internacional, o Brasil regrediu no combate à corrupção nos últimos 12 meses.

Em entrevista à Crusoé, o diretor-executivo da entidade no país, Bruno Brandão, contou o que mudou nesse período.

“A ingerência política nos órgãos de controle atingiu seu ápice na renúncia do ministro da Justiça Sergio Moro, que saiu do governo fazendo pesadas alegações. A nomeação de um procurador-geral (Augusto Aras) fora da lista tríplice no ano passado também foi um fator negativo, que nós já vínhamos apontando no primeiro relatório (…).

Nos doze meses seguintes, nossos medos se confirmaram. Atos e declarações graves do procurador-geral da República geraram um descrédito e uma desconfiança muito grande. A situação do Judiciário também definhou. Esse agravamento se deu principalmente nos recessos do Judiciário, quando o ministro Dias Toffoli assumiu o comando das apelações e decisões de urgência. Aí se acumularam diversas decisões altamente controversas que beneficiaram réus poderosos em casos de corrupção.”

Clique aqui para ler a entrevista completa.

Leia mais: Se você quer por à prova o discurso oficial de que "aqui não tem corrupção", eis sua chance
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