A lisura de JEC

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça do Brasil, antecipa-se à PF, ao MP, à própria Justiça e decreta a inocência de Lula, tentando fazer de conta que não, muito pelo contrário:

“Como pessoa que conhece o presidente Lula há muito tempo, eu sempre o tive como um grande líder, eu sempre o tive como uma pessoa que se comporta com absoluta lisura. Isso como testemunha de vida, e não de ministro. Eu atribuí sim, não no âmbito da investigação, mas no âmbito da política, em que há muitos setores da oposição em criar situações que atinjam a imagem de uma pessoa que foi um presidente indiscutivelmente aplaudido durante todo o período da sua gestão pelas substantivas melhoras e mudanças que empreendeu no país. Portanto há sem sombra de dúvida uma luta política em torno disso, em que setores oposicionistas tentam obviamente maximizar situações que evidentemente não podem ensejar pré-julgamentos, condenações.”

Num país minimamente civilizado, José Eduardo Cardozo não seria ministro. Num país razoavelmente civilizado, José Eduardo Cardozo seria demitido depois de dar uma declaração dessas.

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