A mentira é o oxigênio de Bolsonaro

A mentira é o oxigênio de Bolsonaro

Quando foi que a “gripezinha” de Jair Bolsonaro deu lugar a “desde o princípio alertei que tínhamos dois problemas (o vírus e o desemprego) e que ambos deveriam ser tratados simultaneamente e com a mesma responsabilidade”?

No momento que o Brasil superou a marca de 100 mil óbitos pela Covid-19, Bolsonaro ignorou o luto das famílias e apenas comemorou o título do Palmeiras.

Lamentar agora “cada morte ocorrida”, como fez no discurso gravado para a Assembleia Geral da ONU, soa protocolar e desonesto.

Assim como é desonesta sua versão de que a Amazônia não pega fogo por ser “úmida” e que a culpa dos incêndios é do “caboclo e do índio”, que queimam seus roçados, em busca de sobrevivência, em áreas já desmatadas.

Nota técnica do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), de abril passado, mostra que apenas 7% das queimadas em 2019 ocorreram em terras indígenas. E um tuíte de ontem do próprio vice-presidente, Hamilton Mourão, exemplifica a ação ilegal na região.

A extração ilegal de madeira e o garimpo abrem o caminho para a derrubada da floresta que, depois incendiada, vira pasto.

Bolsonaro também se disse comprometido com a conclusão dos acordos comerciais firmados entre Mercosul e União Europeia, mas já ameaçou diversas vezes deixar o bloco regional – assim como não perde a oportunidade de tensionar as relações com os governos dos principais países da UE.

Ele afirmou ainda que o país tem registrado aumento do investimento externo, mas é justamente o contrário. De janeiro a julho, houve uma queda de 30%.

A versão ‘estadista’ de Bolsonaro na ONU não existe no Brasil real.

Leia mais: Diogo Mainardi: o interesse de Bolsonaro, Gilmar e Toffoli pelo jornalismo independente
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