A missão de Delcídio era calar Cerveró

“F…, Diogo”.

Foi o que disse Delcídio Amaral ao seu assessor Diogo Ferreira quando soube, ontem à tarde, que o STF havia marcado uma reunião secreta.

De fato, Delcídio Amaral foi preso. E Diogo Ferreira foi preso junto com ele.

O relato, publicado pelo jornal brasiliense Fato Online, tem outros detalhes.

Delcídio Amaral, ontem de manhã, havia marcado um café com Maurício Bumlai, no hotel Golden Tulip. O encontro não ocorreu, claro, porque Maurício Bumlai foi levado para a delegacia.

De acordo com a reportagem, Delcídio Amaral integrava “uma espécie de gabinete de crise de Lula para acompanhar a Lava Jato. Eles se encontram toda semana em Brasília ou São Paulo. Sua principal missão era monitorar Nestor Cerveró para evitar estragos maiores caso ele fechasse uma delação premiada”.

Nestor Cerveró foi indicado por Delcidio Amaral para a diretoria na Petrobras. O advogado Edson Ribeiro, que também foi preso hoje, “fazia a ponte entre Delcidio e Cerveró”.

No dia 12, segundo o Fato Online, Lula encontrou-se com Delcídio. “Estava tenso. Havia sido informado de que o empresário Salim Schahin havia prestado um depoimento bombástico para a Lava Jato sobre as negociações com José Carlos Bumlai. No depoimento, ele falava sobre negociatas para o pagamento de despesas da campanha de Lula e comprometia o PT”.

A reportagem termina dizendo que a dúvida, agora, é “se Delcídio Amaral pode ser tornar um novo réu colaborador”.

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