A obsolescência de Dilma Rousseff

As contas deste ano não vão fechar.

Dilma Rousseff prometeu cortar R$ 18 bilhões no seguro-desemprego e no abono salarial. Agora suas medidas provisórias estão no Congresso Nacional e os partidos governistas já avisaram que, desse jeito, elas não passam. Das 620 emendas que abastardam o pacote, de fato, 412 vêm de parlamentares de sua base.

Orlando Silva, do PC do B, disse, por exemplo:

“Estourar a corda para o lado mais fraco, na hora da dificuldade, não dá”.

E Marta Suplicy acrescentou:

“O país assiste atônito ao aumento das tarifas, à escalada da inflação, ao aumento consecutivo dos juros e ao aumento de impostos. Sem falar na corrupção, que somada aos rumos econômicos tortuosos, torna cada vez mais difícil o resgate da confiança e da credibilidade”.

Isso tudo só quer dizer uma coisa: não podendo economizar no seguro-desemprego e no abono salarial, Dilma Rousseff e Joaquim Levy terão de aumentar ainda mais os impostos.

Joaquim Levy já deu vexame porque disse ao Financial Times que o seguro-desemprego era obsoleto e, em seguida, foi obrigado a dar um passo atrás. Agora ele terá de dar 18 bilhões de passos atrás. Joaquim Levy é obsoleto. Dilma Rousseff é obsoleta.

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