A Odebrecht só pensa em anular a Lava Jato

A Odebrecht quer transformar seu processo numa “feira de chicanas ou fábrica de nulidades”.

Foi o que disseram os procuradores da Lava Jato, num documento reproduzido pelo Estadão.

Em vez de responder ao Ministério Público Federal, a defesa da empreiteira “tenta de qualquer maneira anular o processo”, fazendo com que “o procedimento retorne a fases anteriores e, ao final, seja prescrito”.

Sobre a decisão da corte de Bellinzona, que questionou o envio de alguns documentos bancários ao Brasil, a Lava Jato esclareceu:

“Atos nulos só deixam de ter efeitos mediante decisão judicial que determine sua cessação, o que a decisão estrangeira não determinou. Nesse sentido, busca a defesa ‘retirar água de pedra’, isto é, extrair da decisão estrangeira um efeito que ela jamais tem ou teve.

O pedido da defesa entra dentro do contexto de sua estratégia desesperada de procurar vírgulas equivocadas que possam constituir uma tábua de salvação, uma cortina de fumaça que impeça a visualização e análise do mérito, diante das amplas provas – repercutidas na própria decisão suíça – que apontam para a prática de crimes bilionários contra a sociedade brasileira”.