A ‘Operação Grêmio’ da OAS com FGTS

Para a construção da Arena do Grêmio, a OAS e o clube firmaram um contrato que previa o recebimento do terreno do estádio Olímpico, que fica numa região nobre de Porto Alegre. Em troca, a OAS levantaria o novo estádio num terreno da periferia. Foi um grande negócio.

O projeto original previa, além da arena, a construção de um conjunto residencial e um complexo multiuso com shopping, hotel etc. Para tocar o empreendimento, o dinheiro “visível” do BNDES não era suficiente. Montou-se então a seguinte operação:

1 – Foi constituído o Fundo de Investimento Imobiliário (FII) Caixa Desenvolvimento Imobiliário

2 – O fundo curador do FGTS, sob influência de André Luiz de Souza, comprou 100% das cotas do FII

3 – A OAS criou uma empresa chamada Karagounis Participações para desenvolver os empreendimentos imobiliários junto à Arena e o FII comprou 80% das cotas da Karagounis Participações, ficando a OAS com 20%

4 – O FII injetou no total R$ 297,5 milhões na Karagounis, sendo 210 milhões em 31/12/2010 e mais R$ 87,5 milhões em 30/06/2011

O resultado dessa complexa operação é que a OAS conseguiu levantar o capital que precisava para iniciar a construção da Arena e ainda financiou as obras residenciais com o restante dos recursos aportados. Sem desembolsar um centavo.

Como revelamos no post anterior, quem modelou e intermediou a operação foi a Nova Advisors Consutoria, de André Luiz de Souza, o Andrezinho.

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