A Operação Lava Jato não termina com a lista de Janot

É compreensível a ansiedade pela lista de políticos do petrolão a ser entregue pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal. Mas atenção, senhoras e senhores, as investigações da Operação Lava Jato não serão encerradas com a entrega da lista. Nem ela significa que o núcleo político da bandalha foi completado pela Justiça.

Ainda há delações premiadas a serem feitas, provas a serem verificadas e produzidas, dinheiro a ser rastreado e devolvido, empreiteiros a serem presos e inquéritos a serem abertos no âmbito do STF e fora dele. Há também uma CPI que pode resultar em carne moída ao invés de pizza — e, não menos importante, existem os processos que correm em diversas instâncias nos Estados Unidos contra a Petrobras, com evidente repercussão no Brasil.

Cuidado, portanto, com os apocalípticos integrados que ora anunciam o fim do mundo se a lista de Rodrigo Janot não corresponder a certas expectativas, ora adotam um discurso de “união nacional”, sob o comando de Dilma Rousseff, num movimento pendular estranho à lógica dos fatos e à obviedade de que a única saída para a crise institucional e econômica é o impeachment da presidente petista, e não a sua manutenção no Palácio do Planalto.

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