A pedido de Flávio, CNMP vai investigar promotora que investigou rachadinha

O CNMP atendeu a pedido de Flávio Bolsonaro e abriu sindicância contra a promotora Patrícia do Couto Villela, que chefiou as investigações sobre a rachadinha no antigo gabinete do senador na Assembleia Legislativa do Rio.

Flávio acusa a promotora de abuso de autoridade e falta funcional por vazar informações sigilosas da investigação do caso. O corregedor do CNMP, Rinaldo Reis Lima, acatou o pedido do senador e instaurou a sindicância.

Flávio ingressou com a representação contra a promotora no início de setembro. Alguns dias depois, o MP do Rio concluiu a investigação sobre o caso da rachadinha. Flávio e seu ex-assessor Fabrício Queiroz devem ser denunciados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O senador é apontado pelos promotores do Rio de ser o chefe do esquema, que envolvia a devolução de parte dos salários dos assessores de Flávio na Alerj. Segundo o MP, a rachadinha foi de abril de 2007 a dezembro de 2018.

Antes da instauração da sindicância contra Patrícia Viela, Flávio já havia conseguido que ela fosse intimada pelo CNMP a se explicar sobre um suposto arrombamento da porta da franquia da Kopenhagen, de sua propriedade.

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