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"A prisão é um sofrimento. Acordar e dormir atrás das grades, sem ver seus filhos e netos crescerem"

Em entrevista à Folha, ex-governador Sérgio Cabral admite ter liderado uma organização criminosa, mas se diz injustiçado por ainda estar em regime fechado
“A prisão é um sofrimento. Acordar e dormir atrás das grades, sem ver seus filhos e netos crescerem”
Foto: Theo Marques/FramePhoto/Folhapress

O ex-governador Sérgio Cabral admite, em entrevista à Folha, que liderou uma organização criminosa responsável por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Apesar disso, se diz injustiçado por ainda estar em regime fechado, enquanto outros políticos presos pela Lava Jato já conseguiram progressão de regime e até a liberdade — como ocorreu com Lula

“Eu estou preso podendo responder em casa, sem ameaçar a sociedade. Há sete anos que eu saí do governo. E não me largam, disse. O ex-governador está na cadeia desde novembro de 2016. Nesse tempo, viu aliados e rivais políticos, empresários e doleiros entrarem e saírem da cadeia beneficiados por decisões judiciais que lhe foram negadas neste período.

“A prisão é um sofrimento. Pior do que a prisão, só um problema de saúde e a morte. Acordar e dormir atrás das grades, sem ver seus filhos e netos crescerem. Eu estou preso podendo responder em casa, sem ameaçar a sociedade. Há sete anos que eu saí do governo. E não me largam. A mídia local massacra. Essa Lava Jato do Rio achou em mim um Cristo. O juiz achou em mim uma possibilidade de promoção pessoal. Um desconhecido se tornou a pessoa que prendeu Sérgio Cabral.”

Coitado do Cabral.

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