A propina sagrada de Cunha

Dos famosos US$ 5 milhões que Camargo aceitou pagar, a primeira parcela de US$ 2.350.000 foi entregue no escritório de Youssef por Leonardo Meirelles, um de seus operadores. Foi o policial Jayme ‘Careca”, entregador de Youssef, quem levou o dinheiro até o escritório de Baiano. O resto do valor foi pago por meio de transferências bancárias para as empresas do lobista sob contratos de prestação de serviço forjados.

Por fim, uma derradeira parcela da propina foi paga em 2012 para a Igreja Evangélica Assembleia de Deus, por orientação de Cunha, sob a “falsa justificativa de pagamento a fornecedores” e “doações”. Para a PGR, é notória a relação de Cunha com a Igreja, que está registrada em nome de Samuel Cassio Pereira, irmão de Abner Ferreira, pastor da Assembleia de Deus de Madureira, frequentada pelo deputado. “Foi nela inclusive que Eduardo Cunha celebrou a eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados”, nota a PGR.