A "Quadrilha" do PMDB

Rodrigo Janot contabilizou 22.971 mensagens e telefonemas trocados entre os integrantes da Orcrim do PMDB entre 2012 e 2014, destaca Marco Grillo, no Globo, após parafrasear o poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade:

“Geddel [Vieira Lima] ligava para Henrique [Eduardo Alves], que trocava mensagens com Eduardo [Cunha], que procurava Eliseu [Padilha], velho conhecido de Moreira [Franco] e ex-colega de Rodrigo [Rocha Loures]— o mais novo da turma e que já não fala mais com ninguém.

Geddel foi preso na Bahia; Henrique, no Rio Grande do Norte; e Eduardo, em Brasília. Rodrigo precisa se recolher à noite, mas Eliseu e Moreira ainda estão no Palácio — apesar de terem sido citados por Lúcio [Bolonha Funaro], que ainda não tinha entrado na história.”

Orcrim também é cultura.

 

Comentários

  • Mara -

    Mal sabia Drummond que daria sua contribuição pra isso. É possível que nem a estátua esteja mais lá na praia, no Rio, por vergonha.

  • Luís -

    A quantidade de comunicações entre tais agentes políticos não implica necessariamente no fato de que tenham praticado delitos. Apenas indica que têm entre si, fortes elos na coordenação de ações de interesse partidário. Porém tem algo que intriga a qualquer observador: é do conhecimento público que alguns destes atores estão presos, um condenado, dois foram flagrados com imagem ou digitais ligadas a grandes quantidades dinheiro em espécie e "também", tais constatações coincidem com algumas afirmações de delatores. Pergunta-se: Os outros participantes destes diálogos frequentes de nada sabiam ou sequer desconfiavam?

  • Luís -

    É de pasmar que políticos que ocupam ou ocuparam a Presidência da República, rodeados de pessoas denunciadas, e até condenadas por ações não republicanas, aleguem desconhecimento de tal situação. Isto demonstra ou ingenuidade, omissão ou conivência, qualidades inadmissíveis para ocupantes do mais alto cargo de governo

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