A raiva de Bolsonaro

A raiva de Bolsonaro
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta semana, como noticiamos, o Palácio do Planalto divulgou duas vezes que haveria um pronunciamento de Jair Bolsonaro em rede nacional, mas o presidente acabou suspendendo a transmissão — relembre aqui e aqui.

Ministros palacianos dizem que Bolsonaro precisou ser convencido a não falar, pois o resultado poderia ser catastrófico, com ataques a governadores, à mídia e até ao Supremo.

O texto “contra tudo e todos”, dizem, chegou a ser escrito, mas a gravação não ocorreu.

Um dos bombeiros da iminente crise foi o almirante Flávio Rocha, secretário de Assuntos Estratégicos. Paulo Guedes também teria conversado com Bolsonaro, lembrando a ele que a semana “não era boa” para novos atritos institucionais.

Uma fala acima do tom poderia minar a apreciação da PEC Emergencial pelo Senado e estressar ainda mais o mercado financeiro, já na defensiva depois do caso Petrobras.

Contrariado, Bolsonaro cedeu aos apelos, mas ainda não desistiu de falar. Hoje, inclusive, aproveitou eventos oficiais em Uberlândia (MG) e São Simão (GO) para “desabafar”. Disse, por exemplo, que a preocupação com o isolamento social é “mimimi” e “frescura”. E, de quem cobrou vacinas, mandou um “só se for na casa da tua mãe”.

A raiva do presidente tem 5,97 milhões de motivos.

Leia mais: Quem são os diretores da agência que darão o veredicto sobre as vacinas a serem aplicadas nos brasileiros
Mais notícias
Comentários desabilitados para este post
TOPO