A saída legal para o impasse

O editorial do Estadão cobra rapidez de Renan Calheiros:

“O governo Dilma acabou de fato, atado às contradições insanáveis do projeto lulopetista de perpetuação no poder e atordoado pela arrasadora falta de apoio político e pela paralisia da máquina governamental decorrente da inépcia política e administrativa da presidente. O País está sem governo e assim permanecerá até que se encontre a saída legal para o impasse.

Exatamente por essa razão, é imprescindível que o Senado dê ao processo do impeachment a tramitação mais rápida possível. O Brasil não pode permanecer parado enquanto os protagonistas da cena política decidem como lhes convém promover a faxina exigida pela maioria absoluta dos brasileiros. A lei é clara, está suficientemente interpretada e o que o momento exige é a sua expedita aplicação.

O que o País espera de Renan Calheiros é que não dificulte deliberadamente, daqui para a frente, a tramitação do impeachment, porque esse papel será mais uma vez cumprido, provavelmente agora com vigor redobrado, pelos governistas, à frente o advogado-geral da União, ministro José Eduardo Cardozo.

Cabe ao Senado, ao contrário do que diz o ferrabrás, amenizar os sofrimentos dos brasileiros, abreviando o rito do impeachment e permitindo que a esperança floresça novamente”.

33 comentários

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  1. É alentador poder retirar um presidente investigado, eleito em um processo suspeito, que mente o tempo todo, não tem equilíbrio emocional, nem capacidade gerencial e política para conter uma crise que ele próprio criou. Ter de aguentar um tipo desses até o final de mandato seria antidemocrático, injusto e desumano.

  2. Nossa, que vergonha! Me veio à mente aqueles discursos do personagem Odorico Paraguaçu, com seus correligionários e bandinhas… O sr. Paulinho só se esqueceu de que hoje não é dia para brincadeiras de gosto duvidoso.

  3. Pau nos omissos e covardes.VAMOS PARA AS RUAS HOJE. É tudo ou nada. Não vamos confiar em listas ou entrar em clima de “já ganhou”. O fator decisivo será a pressão das ruas até o último voto.

  4. Ridículo,que representação.Não dá para usar a Câmara num ,momento grave como este para fazer essa cena grotesca.Responsabilidade e respeito é o que espero contra o desrespeito e irresponsabilidade que imperou até agora no país.