A tática de Alcolumbre para deixar o caso Chico em banho-maria

A tática de Alcolumbre para deixar o caso Chico em banho-maria
Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

Pelo regimento do Senado, o primeiro suplente convocado para a substituição de senador licenciado tem 30 dias para assumir o cargo.

Chico Rodrigues (DEM), o senador do dinheiro nas nádegas, licenciou-se na semana passada, abrindo espaço para o seu filho Pedro Arthur, que é seu primeiro suplente.

Mas Davi Alcolumbre, como presidente do Senado, ainda não convocou Pedro. No entendimento do entorno de Alcolumbre, então, o prazo de 30 dias não pode começar a ser contado. Enquanto isso, o Senado fica com um senador a menos e vida que segue.

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A não convocação agora é uma tática do senador do Amapá, que é do mesmo DEM de Chico, para não dar posse ao filho do senador afastado neste momento. Como já noticiamos, a retificação feita para que o afastamento de Chico fosse de 121 dias, e não de 90 dias, também foi para que o assunto não tenha de ser encarado por Alcolumbre antes da sua tentativa de reeleição inconstitucional ao comando da Casa, em fevereiro do ano que vem.

Ontem, no Senado, Alcolumbre foi questionado por jornalistas sobre quando assinará a autorização para que o filho de Chico assuma o lugar do pai. A resposta? “Não estou pensando nisso agora”.

O senador Jayme Campos, também do DEM, presidente do Conselho de Ética, condicionou a reinstalação da comissão a um ato da Mesa Diretora, que não tem previsão alguma de nova reunião. A Mesa é presidida por Alcolumbre e só foi convocada uma única vez em quase dois anos da atual gestão — para resolver a cassação de Juíza Selma (Podemos).

Leia mais: Enquanto Brasília faz tudo errado, a Crusoé continuará fazendo o certo: fiscalizando o poder.
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