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Acordo do 'spray milagroso' assinado por Ernesto Araújo fala em 'evidências promissoras'

Nota técnica da Saúde dizia, porém, que o produto não tinha segurança comprovada; ex-chanceler deporá na CPI da Covid na semana que vem
Acordo do spray milagroso assinado por Ernesto Araújo fala em evidências promissoras
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Na última semana, Crusoé revelou que, na viagem que fez em março a Israel para conhecer um spray ainda em testes que supostamente funcionaria contra o coronavírus, Ernesto Araújo assinou um documento em nome do governo se comprometendo a fazer o produto deslanchar no Brasil.

A revista obteve a íntegra da carta, em que o governo diz que o spray nasal vinha demonstrando “evidências preliminares de segurança e eficácia promissoras em pacientes hospitalizados com COVID-19”. 

No entanto, uma nota técnica do Ministério da Saúde produzida antes da viagem apontava que “as informações disponíveis não oferecem dados suficientes sobre os desfechos de segurança e eficácia obtidos”. O ex-chanceler será ouvido pela CPI da Covid na semana que vem.

LEIA AQUI a reportagem de André Spigariol na Crusoé; assine a revista e apoie o jornalismo independente.

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