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“Acusações são infundadas”, diz diretor da Prevent Senior, sobre experimentos com pacientes

Pedro Júnior afirmou que houve manipulação, por dois médicos que foram demitidos, de dados relacionados sobre os estudos da empresa
“Acusações são infundadas”, diz diretor da Prevent Senior, sobre experimentos com pacientes
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, classificou como “infundadas” as denúncias relacionadas a experimentos com pacientes do plano de Saúde.

A empresa entrou na mira da CPI da Covid após um dossiê assinado por 15 médicos apontar que o plano de saúde usava hospitais da rede como laboratório para receitar cloroquina e outros fármacos do kit-Covid sem consentimento de familiares. A Prevent Senior foi acusada de omitir sete mortes em seus ensaios clínicos sobre os medicamentos.

“A Prevent Senior vem sendo acusada de forma infundada”, disse o executivo aos senadores.

O executivo alegou que as mortes não foram ocultadas. Segundo ele, o documento sobre a prescrição da cloroquina falava de acompanhamento médico de 636 pacientes entre 26 de março de 2020 e 4 de abril de 2020. As sete mortes supostamente omitidas, ainda de acordo com ele, ocorreram após esse período.

Além disso, segundo Pedro Batista Junior, um dos supostos óbitos omitidos foi de uma pessoa que contraiu Covid, mas que não chegou a morrer da doença.

O executivo da Prevent Senior disse também que houve manipulação de dados de dois médicos que foram desligados do plano de saúde. E que essas informações supostamente manipuladas sobre as mortes de pacientes foram enviadas à CPI da Covid.

“Esses fatos aconteceram porque o casal George Joppert Netto e Andressa Fernandes Joppert, ex-médicos da Prevent, desligados em junho de 2020, manipularam dados de uma planilha interna, que era planilha de acompanhamento de pacientes para tentar comprometer a operadora”, afirmou o diretor.

“Eles passaram a acessar e editar o referido arquivo culminado no compartilhamento da planilha com a advogada Bruna Morato”, acrescentou. Segundo ele, os dados foram manipulados em três oportunidades em 2021: 15 e 21 de abril e em 28 de agosto.

“Reitero que o dossiê [contra a Prevent Senior] é um horror. Mas os dados precisaram ser manipulados para atacar uma empresa idônea”, disse Júnior.

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