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Acusado de desvio vai gerir hospital de campanha de Brasília

Acusado de desvio vai gerir hospital de campanha de Brasília
Crédito: Reprodução

Para gerir um hospital de campanha montado em Brasília, o governo do Distrito Federal vai pagar R$ 79,4 milhões a uma empresa cujo dono foi acusado de desviar R$ 1,3 milhão da saúde pública do Amazonas.

Sérgio Roberto Melo Bringel foi denunciado no ano passado por peculato na Operação Maus Caminhos, que desarticulou uma organização criminosa formada no estado para desviar recursos públicos por meio de uma organização social que geria hospitais locais.

Entre 2014 e 2016, uma das empresas de Bringel, a Bioplus, foi contratada por R$ 8,3 milhões pelo governo amazonense para serviços de esterilização em três unidades de saúde.

Além de “hiperfaturamento”, o Ministério Público Federal não encontrou notas fiscais para pagamentos que somavam R$ 1,3 milhão para a empresa.

Em Brasília, o governo do Distrito Federal contratou outra empresa de Bringel, a Hospital e Serviços de Assistência Social sem Alojamento Ltda. Será responsável por gerir 197 leitos do hospital de campanha que está sendo montado no Estádio Mané Garrincha.

O contrato foi feito sem licitação, em razão da emergência da Covid-19.

Após a publicação desta nota, a empresa responsável pelo hospital de campanha divulgou a seguinte nota:

“A direção do Hospital Domiciliar do Brasil Informa que atua de forma individual e em sistema de parcerias há mais de 20 anos na área da saúde, prestando serviços desde laboratoriais até de fornecimento de equipamentos, materiais e profissionais especializados em diferentes Estados do Brasil.

Sendo assim, com capacidade comprovada para trabalhar em casos como o atual, onde o país vive uma pandemia e carece atendimento médico e hospitalar em sistema emergencial.

Informa, ainda, que a empresa não possui nenhum processo que impute quaisquer envolvimentos da mesma em atos ilícitos, como pode ser verificado em todas as esferas da Justiça.”

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