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Advogado de Cabral defende validade da delação em que Toffoli é citado

Defesa ressalta que Edson Fachin já homologou acordo firmado entre o ex-governador do Rio de Janeiro e a Polícia Federal
Advogado de Cabral defende validade da delação em que Toffoli é citado
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

A defesa de Sérgio Cabral defendeu hoje a validade da delação em que Dias Toffoli é citado. O ex-governador do Rio de Janeiro firmou acordo com a Polícia Federal que foi homologado posteriormente por Edson Fachin.

“O Acordo de colaboração premiada do ex-Governador Sérgio Cabral foi homologado pelo STF por estar pautado rigorosamente dentro da legalidade. Em outras palavras, foram apresentados relatos consistentes sobre vários assuntos, com apresentação de provas e elementos de corroboração devidamente confirmados”, disse o advogado Márcio Delambert.

O julgamento de um recurso da Procuradoria-Geral da República para anular a delação de Cabral começará no próximo dia 21, no plenário virtual do Supremo. Cada um dos 11 ministros terá até o dia 28 para apresentar seus votos.

Se o pedido da PGR for aceito, deverão ser anulados os inquéritos a partir da delação. Também cai um pedido da Polícia Federal para investigar Toffoli. Segundo Cabral, o ministro do STF recebeu R$ 4 milhões para favorecer dois prefeitos fluminenses quando integrava o TSE.

Toffoli nega que recebeu os valoresNo ano passado, antes de deixar a presidência do STF, ele anulou inquéritos abertos com base na delação de Cabral. Em abril deste ano, como mostrou O Antagonista, a PF encaminhou a Fachin um novo lote de 25 anexos da delação de Cabral envolvendo autoridades com foro privilegiado.

Leia a íntegra da nota da defesa de Cabral:

“NOTA DEFESA SÉRGIO CABRAL

O Acordo de colaboração premiada do ex-Governador Sérgio Cabral foi homologado pelo STF por estar pautado rigorosamente dentro da legalidade.
Em outras palavras, foram apresentados relatos consistentes sobre vários assuntos, com apresentação de provas e elementos de corroboração devidamente confirmados.
Surpreende a resistência daquilo que seria óbvio, abrir uma investigação criminal diante da oceânica quantidade de elementos que precisam ser apurados.
Como colaborador o ex-governador narrou com riqueza de detalhes e extrema simplicidade os assuntos que participou, gravados espontaneamente em vídeo, tudo conforme determina a lei.
Os seus benefícios são aqueles previstos na lei, nada mais. A propósito, permanece preso em Bangu 8, sendo o único em mais de 300 pessoas encarcerado.
Ademais, nunca o Ministério Público Federal ou a PGR disseram textualmente que não queriam celebrar acordo de colaboração premiada com o ex-governador.
Inaceitável se tentar abalar o trabalho sério realizado pela Polícia Federal, com base em argumentos mentirosos, vociferados covardemente da boca de verdadeiros aproveitadores.

MÁRCIO DELAMBERT”

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