Advogados pedem ao STF para liberar implementação do juiz de garantias

Advogados pedem ao STF para liberar implementação do juiz de garantias
Foto: Rosinei Coutinho / SCO /STF / Divulgação / CP

O Instituto de Garantias Penais, que reúne criminalistas que defendem diversos réus na Lava Jato, apresentou ao Supremo ação para derrubar uma liminar de Luiz Fux que travou a implementação do juiz de garantias.

Aprovado como um jabuti no pacote anticrime e sancionado por Jair Bolsonaro, o instituto divide entre dois juízes a atribuição de supervisionar investigações e julgar um processo criminal. Ou seja, o juiz do inquérito não vai poder condenar ou absolver o réu.

Relator de ações contra a novidade, Fux suspendeu a implementação no início deste ano, a pedido de associações de magistrados.

Eles dizem que o juiz de garantias pode tumultuar a Justiça e atrasar ainda mais os processos.

O IGP defende o juiz de garantias, entre outros motivos, porque ele poderá soltar presos em flagrante se, em 24 horas, não for feita uma audiência de custódia.

O grupo ainda criticou a suspensão da implementação por Fux, apontando violação à separação de poderes, uma vez que a medida já foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente.

“O ato coator, que suspende eficácia de diversos dispositivos do Código de Processo Penal, completará 1(um) ano sem o referendo do Plenário do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, é gravíssima a existência de Leis ou atos normativos com vigência suspensa por meses a fio a partir de decisão emanada de um único ministro”, diz a ação.

Leia mais: Crusoé mostra como a corte do STF volta a ser palco de troca de farpas entre ministros, intrigas e até ameaças após o julgamento da reeleição no Congresso.
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