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"Agora deu ruim!"

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Em 2018, após as primeiras reportagens sobre a suposta rachadinha, uma ex-assessora de Flávio Bolsonaro na Alerj pediu conselhos a Fabrício Queiroz, por meio de seu pai, para saber como agir.

O Ministério Público do Rio identificou conversas da ex-assessora Luiza Souza Paes com seu pai, Fausto Antunes Paes. Os diálogos estão na decisão do juiz Flávio Nicolau, obtida por O Antagonista, que autorizou a prisão de Fabrício Queiroz.

“Caraca! Tu viu alguma parte do Jornal Hoje, hoje de tarde? Bateu direto naquele negócio do QUEIROZ e votou foto dele com a MÁRCIA e dele com o FLÁVIO. Mas foi um tempão, direito isso, a foto dele estampada na tela do Jornal Hoje. Agora deu ruim!”, disse Fausto a sua filha, em uma das mensagens em 7 de dezembro de 2018.

Depois da reportagem ir ao ar, Fausto e Luiza começaram a pedir conselhos a Queiroz e o advogado de Flávio, Luiz Gustavo Botto Maia.

“Deixa passar essa semana para ver. Eu vou passar um áudio aqui pro QUEIROZ, perguntar para ele ver lá com aquele advogado qual é a melhor atitude a tomar. Entendeu? Depois eu te falo”, disse Fausto, em mensagem de áudio a Luiza.

Os conselhos foram para que Luiza assinasse a folha de ponto relativa à época em que trabalhava no gabinete de Flávio. Suspeitava-se que a ex-servidora era “fantasma”, e repórteres pediam à Alerj acesso às folhas de ponto dela.

Segundo o MP, a assinatura da folha de ponto foi intermediada entre Botto Maia e Alessandra Esteves Marins, funcionária de Flávio, com Matheus Azeredo Coutinho, servidor do Departamento de Pessoal da Alerj.

Os investigadores descobriram que, entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2017 –período em que Luiza formalmente trabalhava na Alerj–, a ex-servidora só foi localizada nas cercanias da assembleia três vezes, segundo monitoramento de ligações via celular.

 

 

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