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"Agora é rezar por um apagão das canetas"

Ex-integrante da equipe de Paulo Guedes disse a O Antagonista que, em meio ao populismo econômico do governo Bolsonaro, resta confiar nos bons técnicos
“Agora é rezar por um apagão das canetas”
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Um ex-integrante da equipe de Paulo Guedes disse a O Antagonista que não se pode de forma alguma tentar minimizar a debandada no Ministério da Economia (foto).

Ontem, em meio à “orgia fiscal” para tentar garantir a reeleição de Jair Bolsonarocomo noticiamos, quatro secretários pediram demissão: Bruno Funchal, secretário especial de Tesouro e Orçamento; Gildenora Batista Dantas Milhomem, secretária especial adjunta de Tesouro e Orçamento; Jeferson Bittencourt, secretário do Tesouro Nacional; e Rafael Araújo, secretário-adjunto do Tesouro Nacional.

“É uma situação muito séria. O Ministério da Economia, no governo Bolsonaro, foi uma junção de quatro ministérios. Então, essas demissões de ontem representam um peso muito grande. Não estamos falando de terceiro ou quarto escalão, como alguns dizem”, disse o ex-integrante.

A fonte, pedindo reserva, acrescentou que torce para que as áreas do Tesouro e da Receita continuem blindadas da interferência política.

“Agora é rezar por um apagão das canetas, para não vermos realmente repetir o que aconteceu no governo Dilma. Temos muita gente técnica boa no ministério.”

Em novembro do ano passado, o deputado Ricardo Barros (PP), expoente do Centrão e líder do governo Bolsonaro na Câmara, disse, em um evento do IDP, que era justamente o que chamou de “apagão das canetas” que estava “prejudicando a articulação política”.

Nos últimos dias, Jair Bolsonaro, com a popularidade em queda e rendido ao Centrão de Barros, abraçou de vez a irresponsabilidade fiscal, com o seu governo confirmando um novo programa social e com o anúncio de uma espécie de Bolsa Caminhoneiro, ambos sem previsão de receita. Paulo Guedes chegou a pedir licença para furar o teto de gastos.

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