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"Agora que me meteram, vou até o fim"

Luis Miranda tem dito a interlocutores que "tudo indica" que Bolsonaro nada fez diante de seus alertas de possíveis irregularidades envolvendo a Covaxin
“Agora que me meteram, vou até o fim”
Reprodução/Instagram

Luis Miranda está fulo da vida com o Palácio do Planalto, após a coletiva de ontem protagonizada por Onyx Lorenzoni, seu correligionário. Nos bastidores, tem dito a interlocutores que “agora que me meteram, vou até o fim”.

Miranda tem afirmado também que “não tem ninguém preocupado em salvar vidas coisa alguma” em meio à pandemia e que “tudo indica” que Bolsonaro nada fez diante de seus alertas sobre as possíveis irregularidades no contrato para compra da Covaxin.

Miranda não é considerado um “bolsonarista raiz”, mas tem bandeiras muito semelhantes à do presidente, de quem se aproximou mais desde o fim do ano passado. Leia mais em “Quem é Luis Miranda?”.

Foi um dos primeiros deputados do DEM a abandonar o projeto político de Rodrigo Maia e a abraçar a campanha de Arthur Lira (PP) à presidência da Câmara, tendo, inclusive, viajado o país ao lado do colega alagoano.

Com Lira eleito, Miranda viu a oportunidade de colar ainda mais no poder e sonhar com uma candidatura ao Senado em 2022, pelo Distrito Federal. Ele passou a conseguir espaços na agenda de Bolsonaro, a ponto de passear de moto com presidente e frequentar o Palácio da Alvorada aos sábados.

A proximidade com Bolsonaro fez com que Miranda fosse escolhido para relatar a reforma tributária, uma das pautas mais importantes em tramitação no Congresso. O Planalto, porém, acabou recuando e a relatoria mingou, por motivos ainda desconhecidos, mas que agora parecem um pouco mais claros.

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