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Alfredo Setubal: 'O vencedor das próximas eleições pegará o país em frangalhos'

O presidente da Itaúsa disse que o próximo presidente, seja lá quem for, terá desafios como o baixo crescimento da economia, a inflação e a crise hídrica
Alfredo Setubal: O vencedor das próximas eleições pegará o país em frangalhos
Foto: Reprodução/Facebook

O presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal, afirmou, em entrevista a O Globo, que o vencedor das próximas eleições pegará o país em frangalhos”Segundo ele, o próximo presidente, seja lá quem for, terá desafios como o baixo crescimento da economia, a inflação alta e a crise hídrica.

Setubal, que defende a Terceira Via, disse que prefere João Doria a Eduardo Leite.

“Pessoalmente, prefiro o Doria. Ele tem se mostrado um grande gestor público, tem feito um governo excepcional, embora as pesquisas não deem a ele esse mérito. São Paulo vai crescer 8% este ano.”

Alfredo Setubal avalia que Jair Bolsonaro “contava com uma economia mais pujante em ano eleitoral e não terá” e que Lula “foi um bom presidente”, mas o final de sua gestão “foi muito ruim”. O presidente da Itaúsa afirmou que os dois já passaram pela Presidência da República e que uma renovação é necessária no país.

Ele acredita que as pesquisas de intenção de voto não terão mudanças significativas até o início da campanha. Além de Doria e Eduardo Leite, ele cita Luiz Henrique Mandetta e Ciro Gomes como possíveis candidatos da Terceira Via. Alfredo Setubal disse que espera a vitória de “alguém mais de centro, que acabe com a polarização e tenha pelo menos um certo projeto de país”. No entanto, o presidente da Itaúsa garante que não há salvador da pátria”

Alfredo Setubal acredita que o impeachment de Jair Bolsonaro não resolveria os problemas do país.

Impeachment é um desastre. Como um país sério pode ter três impeachments em 30 anos? Isso não é parlamentarismo. Faltando um ano, o impeachment, que é extremamente desgastante para a sociedade, não resolveria nossos problemas. Agora, o regime presidencialista puro só deu certo nos EUA. Os outros, principalmente na América Latina, foram um fiasco.”

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