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Amoêdo: Novo precisa decidir se é oposição ou linha auxiliar de Bolsonaro

Empresário, que teve retorno à direção da sigla vetado, criticou a bancada e disse que 'cálculo eleitoral' faz deputados não defenderem impeachment
Amoêdo: Novo precisa decidir se é oposição ou linha auxiliar de Bolsonaro
Foto: Divulgação/João Amoêdo/Flickr

Após o Diretório Nacional do Novo vetar seu retorno à direção da legenda, João Amoêdo disse em entrevista ao Estadão que não planeja, “por enquanto”, deixar a agremiação que fundou há dez anos, mas afirma que o partido tem “um problema de identidade”, como já afirmara a O Antagonista no início do mês.

“Afinal de contas, o Novo é um partido de oposição ao governo Bolsonaro ou é linha auxiliar? Isso não está claro para mim como filiado. A maioria da população não quer esse governo. O Bolsonaro vai contra todos os valores e princípios e valores do Novo”, disse o empresário.

Amoêdo também criticou os deputados da sigla que defendem o presidente e argumentou que o Novo não pode “cair na mesma sistemática da velha política que a gente nasceu para combater”.

“Precisamos nos afastar de governos ruins, ainda que populares. Há uma armadilha eleitoral nesse processo. Tenho dificuldade em entender os mandatários do Novo que não veem razão ou crimes para pedir impeachment. Há um cálculo eleitoral.”

O empresário declarou ainda que sua derrota no Diretório Nacional deixou claro que a narrativa de que ele manda no partido “não é verdadeira” e rebateu as recentes críticas de Romeu Zema, único governador eleito pelo Novo, que é próximo de Bolsonaro.

“O governador [de Minas] teve uma atitude muito machista. Disse que eu pareço aquela mulher [de quem] o marido se divorciou, mas não consegue deixá-lo em paz. Ele está muito incomodado porque faço críticas ao governo Bolsonaro e adotou uma narrativa fora da realidade: de que eu não teria me conformado por ter perdido a eleição em 2018.”

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