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Amoêdo quer voltar ao comando do Novo

Em e-mail enviado ao Diretório Nacional, ele afirmou que está "à disposição para retornar, de imediato" à direção da sigla
Amoêdo quer voltar ao comando do Novo
Foto: Divulgação/João Amoêdo/Flickr

João Amoêdo quer voltar ao comando do Novo. Segundo O Globo, em e-mail enviado para o Diretório Nacional do partido no último sábado (24), ele afirmou que está à disposição para retornar, de imediato” à direção da sigla.

Em entrevista ao jornal carioca, Amoêdo, que deixou a Executiva Nacional há um ano e meio, disse que é necessário que o Novo se posicione oficialmente como oposição ao governo Bolsonaro.

“Quero voltar para ajudar o Novo a ter uma unidade maior. O posicionamento do partido hoje é distinto da bancada federal e isso gerou uma confusão nas pessoas, que não sabem se o Novo é oposição ou uma linha auxiliar do governo Bolsonaro. Essa indefinição teve como reflexo a perda de filiados.”

Para ele, não é “razoável” que integrantes ligados ao bolsonarismo disputem as eleições de 2022 pelo Novo.

“O roteiro que eu implementaria se estivesse no diretório seria, primeiro, ter uma conversa muito objetiva com os nossos deputados federais, mostrando os diversos pareceres de juristas que colocam os crimes de responsabilidade praticados por Bolsonaro. Se não chegarmos a um consenso, não me parece razoável que essas pessoas que têm uma visão tão distinta sobre um tema tão relevante saiam candidatas pelo partido em 2022.”

Amoêdo deixou a presidência do partido em março de 2020 e foi substituído por Eduardo Ribeiro. Mesmo com mandato na direção nacional até 2023, o empresário optou por se afastar da direção da sigla. Ele afirmou a O Globo que tomou a decisão para ter mais “tranquilidade” no cotidiano.

O pedido de retorno de Amoêdo depende da aprovação dos membros do Diretório Nacional e ocorre em um momento de conflito interno no Novo. Neste mês, Christian Lohbauer, um dos fundadores do Novo, anunciou a desfiliação do partido. Ele foi candidato a vice em 2018 e chamou Amoêdo, com quem compôs a chapa na disputa presidencial, de “individualista”. O ex-presidente da sigla rebateu Lohbauer e afirmou que “as pessoas não querem dizer que apoiam o governo”. Ainda durante o ano, em meio ao racha no Novo, Amoêdo desistiu de ser pré-candidato à Presidência da República pela sigla.

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